António Costa falava a meio de mais uma receção eufórica para os socialistas no Mercado Municipal de Matosinhos, concelho que é um dos principais bastiões deste partido desde as primeiras eleições em democracia.

“Somos como o povo de Matosinhos, gente que se faz ao mar quando o mar está bravo ou quando está chão, mas nunca viramos a cara à luta. E, quando a luta exige mais, então mais força tem o PS”, declarou António Costa perante centenas de apoiantes visivelmente eufóricos, tendo ao seu lado a presidente da Câmara, Luísa Salgueiro.

No breve discurso que fez, esteve sempre subjacente o conjunto das mais recentes sondagens que indicam um quadro de bipolarização e de equilíbrio eleitoral entre o PS e o PSD.

“Temos todos de nos mobilizar para uma grande vitória que nos permita continuar a avançar, continuar a melhorar o rendimento das famílias, para termos um Serviço Nacional de Saúde mais forte, para que a economia melhor e haja mais e melhor emprego”, disse.

Depois, o secretário-geral do PS voltou a sustentar a tese de que esses objetivos só podem ser concretizados se voltar a formar Governo.

“Para isso, é preciso o PS ganhar no próximo domingo. Muitos me disseram aqui que já está ganho. Mas queria chamar a atenção que nunca há vitórias antecipadas”, advertiu.

Neste contexto, repetiu que “as vitórias só existem no dia das eleições”.

“É fundamental que se vote no próximo domingo para que a vitória existe mesmo. Vamos votar, votar, votar no próximo domingo”, acrescentou, numa ação de campanha que teve sempre na primeira fila o presidente da Federação do Porto do PS, Manuel Pizarro, o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, e o cabeça de lista pelo círculo eleitoral do Porto, Alexandre Quintanilha.

Antes de abandonar o Mercado de Matosinhos, como acontece tradicionalmente com líderes socialistas, António Costa foi levantado em ombros por apoiantes, que gritavam “vitória, vitória, vitória”.

Durante os cerca de 45 minutos de visita ao Mercado Municipal, António Costa foi abraçado por apoiantes. O único momento sem confusão nesta ação de campanha aconteceu quando o secretário-geral do PS visitou uma start-up que está instalada no primeiro piso do mercado.

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