“Acabo de conhecer os resultados que indicam que os eleitores e eleitoras da 6.ª circunscrição da Finisterra [oeste] optaram por eleger a minha concorrente”, disse o presidente do Parlamento aos ‘media’ numa curta declaração.

O chefe parlamentar dos deputados do grupo presidencial, Christophe Castaner, também estava em situação difícil.

Este poderá também ser o caso de diversos outros ministros, incluindo Clément Beaune (Europa) ou Amélie de Montchalin (Transição ecológica), envolvidos em duelos cerrados face à esquerda na região parisiense.

Pelo contrário, a primeira-ministra Elisabeth Borne venceu o seu duelo na Normandia.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, perdeu hoje a maioria absoluta no parlamento, indicam as primeiras projeções que também indicam uma forte subida da extrema-direita.

Caso se confirmem estes resultados, significam um importante revés para o Presidente francês, que será forçado a procurar alianças para aplicar o seu programa de reformas nos próximos cinco anos.

Segundo as primeiras projeções, a coligação Ensemble! (Juntos!) do Presidente obterá entre 200 e 260 lugares, muito longe da maioria absoluta de 289 deputados (num total de 557) na Assembleia nacional.

Por sua vez, a aliança de esquerda Nova União Popular Ecológica e Social (NUPES), liderada por Jean-Luc Mélenchon, situa-se entre 150 e 200 deputados, tornando-se no primeiro grupo da oposição no Parlamento, segundo as projeções.

O partido de extrema-direita Rassemblement National (União nacional, RN), de Marine Le Pen, garante entre 60 e 100 deputados segundo as mesmas fontes, o que representa um considerável reforço do seu grupo parlamentar.

Sem surpresa, este escrutínio, o quarto em dois meses após as presidenciais, registou uma taxa de abstenção situada entre os 53,5% e os 54%, mas sem atingir o recorde da segunda volta presidencial de 2017 (57,36%). O valor é superior ao registado na primeira volta, no domingo passado.

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