“Hoje, na CNN, nós tivemos o melhor argumento possível contra a maioria absoluta que António Costa tem vindo a pedir nesta campanha. Hoje aparece na televisão José Sócrates”, afirmou Francisco Rodrigues dos Santos.

O líder centrista discursava num jantar-comício em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, no âmbito da campanha para as eleições legislativas de dia 30, perante cerca de duas centenas de pessoas.

“Com esta aparição, José Sócrates vem relembrar aos portugueses aquilo que significa uma maioria absoluta do Partido Socialista e porque é que os portugueses não devem dar uma nova maioria à esquerda no parlamento”, defendeu, apontando que tem a “agradecer-lhe esta aparição porque é verdadeiramente ilustrativa daquilo a que o país não precisa de regressar”.

“José Sócrates é de facto o melhor argumento para não darmos uma nova maioria absoluta à esquerda no parlamento porque sabemos que as maiorias absolutas do PS se transformam em arrogâncias absolutas e transformam-se depois em caos absoluto na vida do país”, salientou o presidente do CDS-PP, falando numa “noite gloriosa contra a maioria absoluta do PS”.

E fez questão de “recordar o que todos os portugueses sofreram para equilibrar as contas públicas depois da última banca rota de José Sócrates”, assinalando que “foi chamada a ‘troika’ quando não havia dinheiro nem para pagar salários nem para pagar pensões” e os portugueses tiveram de “fazer sacrifícios enormes” para Portugal “recuperar a credibilidade e sanear as contas públicas”.

“E depois viemos ainda a saber que este caos financeiro está enlameado com suspeitas de corrupção e que o PS nunca pediu desculpas ao país pelo estado em que entregou Portugal ao governo que salvou o país por Passos Coelho e Paulo Portas”, criticou.

Dirigindo-se ao primeiro-ministro, Francisco Rodrigues dos Santos salientou também que assume o legado do último governo PSD/CDS-PP: “Tenho mais razões para ter orgulho no governo da PAF [Portugal à Frente] do que António Costa por ter pertencido ao governo de José Sócrates”.

O antigo primeiro-ministro José Sócrates disse hoje que “quem quer uma maioria absoluta talvez devesse começar por não desmerecer a única que o Partido Socialista teve na sua história”, referindo-se à sua eleição em 2005 e alertando António Costa.

Em entrevista à CNN Portugal, conduzida pelo jornalista Júlio Magalhães, o ex-primeiro-ministro socialista afirmou que “não quer entrar na campanha”, dizendo apenas estar ao lado todos aqueles que fizeram a seu lado “política durante os últimos 40 anos”.

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