“Eu não queria sair da Venezuela, sempre disse isso, infelizmente as circunstâncias levaram-me a isto”, afirmou o líder da oposição, que descreveu o governo do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, como uma “ditadura”.

“Hoje, graças ao trabalho de muitos líderes venezuelanos, está claro que a Venezuela é uma ditadura e Maduro é um criminoso”, disse López, que acrescentou acerca do Presidente venezuelano que o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos o considera “cruel, repressivo e assassino”.

Leopoldo López chegou a Madrid no último domingo, depois de deixar a residência do embaixador de Espanha em Caracas, onde estava como “convidado” desde 30 de abril de 2019, deixando depois o país “clandestinamente” através da fronteira com a Colômbia.

López permaneceu na residência do embaixador espanhola desde que deixou a prisão domiciliar em que se encontrava, para juntar-se a uma tentativa de levantamento militar levada a cabo pelo opositor Juan Guaidó, que cerca de 50 países reconhecem como Presidente interino da Venezuela.

Na conferência de imprensa em Madrid, Leopoldo López agradeceu a “Deus” e ao Governo de Espanha por ter podido sair da Venezuela e referiu-se ao opositor Guaidó como “o Presidente legítimo da Venezuela”.

“A partir de aqui poderei contribuir como parte de uma equipa liderada por Juan Guaidó e tenho a certeza que vamos apoiar muito de fora”, vincou o líder da oposição, que se descreveu como uma “vítima” e comentou que “todas as vítimas merecem justiça”.

“A Europa não pode virar as costas, nem os Estados Unidos”, perante um regime que, segundo a ONU, cometeu “crimes contra humanidade”, apontou López, acompanhado pela sua mulher, filhos e pais.

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