O partido Nova Unidade de Karins recebeu 18,94% dos votos e apenas um dos partidos apoiados pelas minorias de língua russa, o partido "Estabilidade!" superou o limite de 5% para entrar no Parlamento com 6,75%.

Enquanto isso, o partido histórico pró-russo Harmonia e o partido União Letã de Russos, que é pró-Kremlin, ficaram fora do Parlamento.

Em segundo lugar ficou a União dos Verdes e Camponeses com 12,66%, seguida pela Lista Unificada, que reúne partidos verdes e formações regionais, que obteve 10,98%, apoiada pela Aliança Nacional (centro-direita), que captou 9,31%.

Os resultados eleitorais reforçam as chances de Karins ser convidado oficialmente pelo presidente Egils Levits para formar o próximo governo. Isso deve acontecer quando o novo Parlamento começar a funcionar no início de novembro neste país báltico de 1,8 milhão de habitantes, membro da UE e da NATO.

Sem esperar o anúncio dos resultados oficiais definitivos, Karins deu algumas indicações sobre as suas intenções.

"A Nova Unidade não entrará em coligação com os partidos que procuram as suas orientações políticas na Rússia, e também não colaboraremos com a União de Verdes e Camponeses. Outras opções permanecem em aberto", declarou na televisão pública LTV1.

Karins já tinha estimado que uma participação dos Verdes e Camponeses na sua coligação só seria possível se este partido rompesse com o seu aliado, o oligarca e autarca de Ventspils, Aivars Lembergs, declarando que seria impossível colaborar com uma pessoa que se opôs à cooperação com a NATO e que é acusada de crimes graves.

Sobre a ameaça russa, Karins disse à AFP: "Nem eu, nem meu governo, nem meu país reagimos por medo (...) Continuaremos investindo na nossa própria defesa como Estado-membro da NATO", disse.

Os resultados também confirmaram o declínio do partido social-democrata Harmonia, próximo à minoria de língua russa (30% da população).

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