“Antevejo muita luta. O que nós vemos é que os trabalhadores têm baixíssimos salários. Somos um país com um modelo de baixos salários o que é completamente inaceitável e temos uma situação em que existe cada vez mais precariedade nos vínculos laborais”, disse à Lusa Isabel Camarinha.

Para a nova secretária geral da CGTP, a criação de emprego em Portugal é caracterizada por vínculos precários, “longas horas de trabalho, com horários desregulados” o que exige, defende, a redução do horário de trabalho para as 35 horas e a regulação dos horários de trabalho.

Camarinha sublinha que “não há investimento” nos serviços públicos ao mesmo tempo em que se assiste à “desvalorização” da Administração Pública e à “degradação” dos serviços por falta de investimento.

“Depois há essa visão cor-de-rosa em que o Governo acha que está tudo bem, que não há problema nenhum: tem excedente orçamental e dá milhões e milhões aos bancos, nomeadamente ao Novo Banco”, acusa.

“Consideramos que as opções que estão a ser tomadas são as opções erradas, não vão ao encontro das necessidades nem do país e nem dos trabalhadores. O que exigimos é um aumento geral dos salários para todos os trabalhadores – setor público e setor privado - e o aumento salarial de 90 euros, este ano, e um salário mínimo de 850 euros no mais curto prazo”, disse ainda a secretária geral da CGTP.

Antes do Dia do Trabalhador, a central sindical vai mobilizar-se para assinalar o dia Internacional da Mulher (8 de março) com ações em locais de trabalho por todo o país, “em defesa da igualdade e dos direitos das mulheres trabalhadoras”.

No dia 26 de março a CGTP organiza a “Manifestação dos Jovens Trabalhadores” pela luta contra a precariedade e de trabalho com direitos.

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