Em comunicado, a LAVCHTV refere que está “estupefacta com a decisão do Governo de não inscrever no Orçamento para 2019 qualquer verba” para a instalação do centro nesta unidade hospitalar.

No seu entender, “o novo adiamento para ‘reapreciação’ do projeto de radioterapia/centro oncológico do CHTV” é “mais uma machadada no setor da saúde do interior norte/centro”.

A LAVCHTV alerta para “o que de negativo e de sofrimento isso acarreta para os cidadãos utentes e para as péssimas condições de trabalho para os profissionais”.

“Julgava a sociedade civil da região de Viseu que era desta vez que tinha acabado a ‘novela’ que se arrasta há mais de uma década, com avanços e recuos, por pressão de interesses instalados, lóbis locais, regionais ou nacionais”, refere.

Isto porque, em fevereiro de 2017, o então secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, garantiu publicamente “o lançamento da obra no decurso desse ano, para a entrada em funcionamento em 2019”.

“Com pompa e circunstância foi colocada, nessa mesma data, no terreno para tal destinado, um placar, informando a população do que ali iria ser implantado”, recorda.

A LAVCHT vai, junto do primeiro-ministro e da ministra da Saúde, pedir esclarecimento sobre o assunto, considerando que se trata de “uma total falta de palavra e de respeito pela instituição hospitalar, pelos cidadãos da região de Viseu, especialmente dos doentes oncológicos, e que lança na opinião pública a descrença” nos serviços, nos profissionais e no conselho de administração.

“Não podemos continuar a pactuar com a forma como são tratados os doentes que fazem sessões de quimioterapia no Hospital de Dia Oncológico, dada a falta de condições e recursos materiais e humanos que lhes (não) são proporcionados”, sublinha.

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