“Estes atos vergonhosos e violadores dos direitos humanos são agravados pela inércia e pela indiferença da comunidade internacional, traduzindo-se num ultraje à consciência da humanidade que não pode ser tolerado em nenhuma circunstância”, afirmou o presidente daquela organização não-governamental, Augusto da Silva.

O responsável referia-se à reportagem da CNN que revela que emigrantes provenientes de países da África Subsaariana estão a ser vendidos como escravos.

Numa declaração lida em frente à embaixada da Líbia, Augusto da Silva disse que a Liga Guineense dos Direitos Humanos dispõe de informações de que há dezenas de jovens guineenses entre as vítimas daquelas práticas.

“Há também vários outros casos de detenções arbitrárias em que os familiares guineenses foram obrigados a pagar resgates em valores que oscilam entre os 500 e os 700 mil francos cfa (entre cerca de 760 e 1067 euros)”, denunciou Augusto da Silva, perante cerca de duas dezenas de pessoas que participaram na vigília.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos exigiu a abertura de um inquérito internacional para identificar e trazer os autores à justiça e apelou às autoridades líbias para proteger os cidadãos das “atrocidades dos contrabandistas de escravos”.

A organização instou a comunidade internacional, nomeadamente União Africana, Nações Unidas, Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, para se articularem e criarem uma “força internacional com o mandato claro para combater o tráfico de seres humanos” naquele país.

Augusto Silva exigiu também às autoridades guineenses para “acionar os mecanismos disponíveis para assegurar o repatriamento dos cidadãos nacionais que se encontram na Líbia”.

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