Em declarações à Lusa, a administradora delegada daquela instituição, Sónia Almeida, adiantou que os cerca de 50 elementos do CNAF adstritos ao parque, que engloba 22 freguesias dos distritos de Braga, Vila Real e Viana do Castelo, “estão a trabalhar tomando as devidas medidas de precaução contra a propagação do novo coronavírus”.

Naquele que é o único parque nacional a norte do país, segundo a responsável, “há apenas um ou outro caso de risco ou que não está a operar por ter que prestar apoio à família, mas o CNAF está a funcionar” com 10 equipas de 5 elementos cada sendo que “não andam todos juntos nos carros”, apontou como exemplo.

O Parque Nacional Peneda Gerês (PNPG) “não está fechado, até porque tem residentes (cerca de oito mil) mas está interdito à luz do estado de emergência sob o qual Portugal está”, explicou Sónia Almeida.

A responsável refere que no que toca à prevenção de incêndios florestais, o facto dos trilhos percorridos pelos turistas não estarem a ser usados pode até ser prejudicial: “Ao não haver quem percorra aqueles caminhos fará com que a vegetação tome conta deles e trilhos que acabavam por ser cortes naturais contra os incêndios podem deixar de existir”, apontou.

Quanto aos habitantes do parque, “não há referenciado qualquer infetado com o Covid-19″.

Sónia Almeida mostrou, no entanto, alguma preocupação com a altura pascal que se aproxima: “Temos notado um regresso de quem tem aqui segundas habitações para fazer a quarentena e temos os casos dos emigrantes a quem é muito difícil convencer a fazerem quarentena e a não visitarem a família. Esperamos um maior afluxo destes emigrantes durante esta semana mas também já está a haver controlo fronteiriço o que ajudará a atenuar esse afluxo de gente”, disse.

O PNPG foi criado em 1971 e é a única área protegida no país com a classificação de parque nacional. Localiza -se no noroeste de Portugal, abrangendo o território de cinco municípios: Melgaço, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo e os concelhos de Terras de Bouro e Montalegre, no distrito de Braga.

Com uma área de mais de 69.000 hectares, encerra “uma diversidade biológica destacada, uma riqueza específica elevada e um número significativo de espécies endémicas”.

O PNPG “destaca-se ainda pela extensão e pela diversidade extraordinária de habitats naturais”, evidenciando-se “as matas climácicas de carvalhos, associadas ao azevinho, ao medronheiro, ao teixo e ao sobreiro”.

Constitui, juntamente com o Parque Natural da Baixa Limia/Serra do Xurés, na Galiza, o Parque Transfronteiriço Gerês-Xurés e, em conjunto com esse parque natural espanhol, integra, desde 2009, a Reserva Mundial da Biosfera.

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