Num comunicado enviado às redações, a ARM sublinha a pretensão de "um espaço de uso livre, que promova o lazer e o convívio entre as comunidades", garantindo "sombras e espaços verdes, bancos confortáveis, bebedouros de água, casas de banho públicas, parque infantil e sénior (juntos) e segurança".

A mesma nota avança que a associação "não se identifica com um projeto de índole essencialmente comercial" e que "não tomará diligências em parceria com promotores de projetos com predominância comercial".

Assim, a ARM realizará "ações conjuntas com a comunidade no sentido de pressionar a CML [Câmara Municipal de Lisboa] para a revisão do projeto", aponta o comunicado.

Assumindo uma posição "alinhada com a vontade da comunidade expressa na apresentação pública" do projeto de requalificação da Praça do Martim Moniz, em 20 de novembro, a associação da Mouraria apela ao executivo municipal "para que cumpra o seu papel de representação e defesa dos interesses dos munícipes, reforçando que o desenho de arquitetura" da praça "tenha por linhas mestras os desejos da população e não as orientações comerciais do promotor".

Na semana passada, um representante do concessionário disse aos jornalistas que a requalificação do Martim Moniz vai custar três milhões de euros e deverá arrancar no "início do próximo ano", podendo levar à criação de "mais de 300 postos de trabalho".
“Queremos começar a obra no início do ano, para abrir [o renovado mercado de fusão de nascerá ali] no verão”, afirmou nessa altura Geoffroy Moreno, um dos sócios fundadores da Stone Capital, empresa que faz parte da Moonbrigade, Lda., a concessionária da praça até 2032.

O projeto de requalificação daquela praça na freguesia de Santa Maria Maior já era conhecido, mas foi alvo de duras críticas na sessão de apresentação à população, que decorreu no Hotel Mundial.

Nesse encontro, a população rejeitou a solução apresentada, que passa pela substituição das estruturas comerciais atuais por contentores modificados, e pediu que o local desse lugar a um jardim.

Em resposta, Geoffroy Moreno anunciou na semana passada modificações ao projeto para ir ao encontro das preocupações manifestadas nessa sessão, mas apontou que a praça irá mesmo ter contentores que serão “descascados” e que o esqueleto da estrutura “será revestido” com outros materiais, para ser adaptado ao comércio ou serviço que irá albergar.

Apesar de os populares terem pedido um jardim, a praça vai contar com um mercado, à semelhança do que já lá existia até agora, mas será “totalmente aberto” - um “espaço público sem fronteiras nem barreiras”.

Mesmo depois das alterações anunciadas, o presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, Miguel Coelho (PS), afirmou que continua insatisfeito com o projeto.

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