O governo da cidade de Shenyang, no nordeste da China, onde Liu estava a ser acompanhado, indicou num comunicado que a cremação aconteceu esta manhã numa cerimónia em que compareceram família e amigos.

O destino dado aos restos mortais do preso político mais conhecido da China aconteceu “conforme a vontade dos membros da sua família”, indicaram as autoridades.

A mulher de Liu e outros familiares têm sido vigiados pelas autoridades chinesas e, em grande medida, impedidos de comunicar com o resto do mundo.

Liu morreu na quinta-feira, vítima de um cancro no fígado. Governos estrangeiros e apoiantes do Nobel da Paz instaram a China a libertá-lo e à sua mulher – em prisão domiciliária – para permitir que procurassem tratamento médico fora do país, mas Pequim recusou os pedidos.

Liu Xiaobo morreu aos 61 anos, depois de ter passado mais de oito na prisão, condenado por subversão pelo seu trabalho como ativista pelos direitos humanos e por reformas na República Popular da China.

Foi o primeiro Prémio Nobel a morrer privado de liberdade desde o pacifista alemão Carl von Ossietzky, que morreu em 1938 num hospital quando estava detido pelos nazis.

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