Clara Ponsatí, ex-membro do governo regional da Catalunha em 2017 é procurada pela Justiça espanhola no âmbito do Processo independentista, tal como Carles Puigdemont, ex-presidente da Generalitat, a residir na Bélgica.

“Com a decisão da Agência Nacional Contra a Delinquência do Reino Unido (National Crime Agency) de não tramitar a ordem europeia — num primeiro instante — demonstra que na Europa se aplica a lei de maneira diferente do que em Espanha”, disse hoje à Lusa Alfred Bosch, conselheiro para as Ações Exteriores do governo regional autónomo da Catalunha e dirigente do partido Esquerda Republicana da Catalunha (ERC).

A questão relacionada com o pedido de extradição de Clara Ponsatí, ex-conselheira para a Educação da Generalitat, que se encontra a residir na Escócia foi motivo de pedido de esclarecimentos de Madrid a Londres.

Ao princípio da noite de quarta-feira as autoridades britânicas acabaram por pedir desculpas por terem comunicado inicialmente que a ordem europeia de detenção contra Clara Ponsatí era “desproporcionada”.

Mesmo assim, e apesar do pedido de desculpas pelo termo “desproporcionada” a execução da petição emitida por Espanha mantêm-se paralisada.

Uma comunicação das autoridades britânicas enviada à entidade homóloga espanhola refere que o Reino Unido precisa de mais informação para poder fazer avançar o pedido de Madrid.

“Na nossa mensagem anterior, a nossa resposta é incorreta ao declararmos que a ordem era desproporcionada. Não é desproporcionada, atualmente carece de informação essencial. Pedimos desculpa por essa falta de comunicação”, refere a nota.

Sendo assim, o serviço britânico pede, com caráter de urgência que se proporcionem os detalhes adicionais e uma vez que sejam recebidos os detalhes adicionais e uma vez que sejam recebidos e sejam certificados pela National Crime Agency (NCA), pode ordenar-se a detenção e remeter o pedido de entrega de Clara Ponsatí às autoridades judiciais britânicas.

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