“A partir de agora temos de ser muito cuidadosos com a sua fábrica de mentiras, com as mentiras da família Bolsonaro, com os seus milicianos”, disse Luís Inácio Lula da Silva, durante um evento com o Movimento dos Sem-Abrigo na cidade de Santo André, na região metropolitana de São Paulo.

O líder do Partido dos Trabalhadores, que governou o Brasil entre 2003 e 2010, salientou que foi através da estratégia de notícias falsas que Bolsonaro chegou ao poder nas eleições de 2018 e apelou para ao público para “estar atento” às mentiras colocadas na plataforma WhatsApp.

“Precisamos de estar vigilantes, porque foi assim que ganharam as eleições de 2018 e não vamos jogar esse jogo arrepiante”, disse o líder socialista.

Lula, que era o favorito nas sondagens para as eleições presidenciais de 2018, não pôde concorrer nas últimas eleições porque tinha sido condenado em dois julgamentos por corrupção por juízes de segunda instância, tendo mesmo chegado a estar preso.

Por essa razão, foi substituído por Fernando Haddad, que perdeu as eleições na segunda volta para Bolsonaro.

Na mesma ocasião, Lula voltou a sugerir que, caso voltasse ao poder, poria fim à atual política de preços da Petrobras, que fixa o valor do combustível com base no mercado internacional e no dólar.

“Se (no Brasil) tudo está em real (moeda brasileira), por que pagamos o preço da gasolina em dólares”, questionou o antigo dirigente sindical.

O ex-presidente, que é amplamente favorito nas sondagens presidenciais, acusou ainda Jair Bolsonaro de “mentir” sobre a subida de combustível do país.

“O nosso Presidente mentiroso, que conta sete mentiras por dia, dizendo que a gasolina é cara por causa da guerra na Ucrânia. É uma mentira, uma mentira”, declarou.

Segundo Lula da Silva, o Brasil é autossuficiente na produção de petróleo, mas não dispõe de refinarias suficientes no país porque “deixaram de as fabricar”.

De acordo com uma sondagem publicada no dia anterior pelo instituto Datafolha, Lula da Silva, que recuperou os seus direitos políticos, ganharia as eleições presidenciais com 43% dos votos, mas reduziu ligeiramente a sua vantagem sobre Bolsonaro, que tem agora 26% dos votos.

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