Em comunicado, a Presidência francesa indica que, na conversa tida na sexta-feira entre os dois chefes de Estado, Emmanuel Macron apontou que as intervenções militares da Turquia — e também da Rússia e do Irão — na Síria provocaram uma “escalada” de violência e uma “grave deterioração da situação” naquela região.

Por isso, pediu que todas as partes envolvidas “acordem, sem demora, o fim das hostilidades em toda a Síria” de forma a conseguir “uma solução política sustentável”.

Ainda assim, para o responsável francês, isso não deve significar o “enfraquecimento da pressão sobre os meios do Estado Islâmico que ainda continuam na Síria e no Iraque”.

Salientando a “importância estratégica” entre a França e a Turquia, especialmente na luta contra o terrorismo, Emmanuel Macron lembrou que a Turquia é um importante “aliado” da NATO (sigla em inglês da Organização do Tratado do Atlântico Norte).

E sublinhou a “prioridade máxima” de lutar contra o Estado Islâmico, questão que, para a França, é “de segurança nacional”.

Na conversa, Emmanuel Macron acordou com Recep Tayyip Erdogan ficarem em contacto nos próximos dias para continuar as “profundas e intensas negociações” sobre a Síria, bem como sobre questões como a situação nas águas em torno de Chipre e no mar Egeu.

A ofensiva turca em Afrine, contra uma milícia curda que é aliada dos Estados Unidos, reavivou a tensão entre Ancara e Washington, aliados na NATO.

Na passada terça-feira, Erdogan recusou as críticas de Washington sobre a ofensiva militar turca em Afrine e exigiu que os Estados Unidos “respeitem” a Turquia.

Erdogan falava depois de, no dia anterior, o Departamento de Estado norte-americano ter manifestado “profunda preocupação” com a situação dos civis em Afrine, um bastião da milícia curda síria Unidades de Proteção do Povo (YPG).

“Onde estavam quando vos falámos das nossas preocupações, quando vos propusemos eliminar juntos os terroristas?”, questionou Erdogan num discurso em Ancara.

“Se somos um aliado estratégico, então respeitem a Turquia, caminhem ao nosso lado”, acrescentou.

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