"Não se compreende que a Lei Eleitoral para a Madeira seja a única do país que nada diga sobre a paridade dos géneros na formalização das listas à Assembleia Legislativa", disse o candidato número 4 da lista do BE, numa ação de campanha eleitoral junto ao parlamento madeirense, no Funchal.

Para o partido, "isto não é estar na vanguarda da igualdade de género, como o Governo Regional vem apregoando - é , sim, estar na retaguarda da igualdade de género".

Egídio Fernandes apontou ainda como exemplo de discriminação que no setor privado continue a haver, para trabalhos e funções iguais, salários diferentes, conforme o trabalhador seja homem ou mulher.

O candidato do BE lamentou ainda o crime de violência doméstica, que, indicou, "este ano já ceifou 21 vidas - um homem, uma criança e 19 mulheres, uma delas brutalmente assassinada”.

Caso os bloquistas sejam eleitos, prometeu, tudo será feito no sentido de uma "verdadeira igualdade de género na região".

Hoje, nono dia da campanha no arquipélago, o BE esteve a distribuir propaganda junto da Assembleia Legislativa da Madeira.

O partido apresenta como cabeça de lista às legislativas regionais de 22 de setembro o recém-eleito coordenador regional, Paulino Ascenção.

O ex-deputado à Assembleia da República é militante do partido desde 2014, é licenciado em Economia e técnico superior na Câmara do Funchal.

Nas eleições regionais de 2015, o BE elegeu dois deputados à Assembleia Legislativa da Madeira, de um total de 47.

As legislativas da Madeira deste ano contam com 16 partidos e uma coligação a disputar os 47 lugares no parlamento regional.

PDR, CHEGA, PNR, BE, PS, PAN, Aliança, Partido da Terra-MPT, PCTP/MRPP, PPD/PSD, Iniciativa Liberal, PTP, PURP, CDS-PP, CDU (PCP/PEV), JPP e RIR são as 17 candidaturas validadas para estas eleições, com um círculo único.

Nas regionais de 2015, os sociais-democratas seguraram a maioria absoluta - com que sempre governaram a Madeira - por um deputado, com 24 dos 47 parlamentares.

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