"Nós estamos a intervir com meios próprios, estamos a conceder apoios aos privados para intervirem nos seus terrenos e também promovemos a aproximação entre os proprietários e os madeireiros para que em conjunto procedam à limpeza dos terrenos", explicou Susana Prada, realçando que "nem todas as limpezas têm custos para o governo".

A secretária visitou hoje o Chão das Aboboreiras, uma área florestal com 80 hectares, no concelho de Santa Cruz, leste da ilha, onde o executivo desencadeou um processo de limpeza e reflorestação orçado em 400 mil euros.

A zona foi afetada por um incêndio em 2013, o que contribuiu para a proliferação de plantas invasoras e altamente combustíveis, como a carqueja, que está agora a ser removida.

"Estamos, neste momento, a retirar essas plantas e os restos da vegetação queimada, para em outubro proceder à reflorestação", disse Susana Prada, indicando que vão ser introduzidas cerca de 90 mil plantas de espécies indígenas, que são mais resistentes ao fogo.

A secretária do Ambiente e Recursos Naturais realçou que a reflorestação vai aumentar a segurança da população face à ocorrência de incêndios e também de aluviões, pois os terrenos arborizados diminuem a erosão do solo.

"Por outro lado, vai permitir uma maior infiltração de água e potenciar a precipitação oculta, porque estamos numa zona entre os 900 e os 1000 metros de altitude, onde o nevoeiro é frequente, contribuindo assim para aumentar as reservas subterrâneas", explicou.

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