A peça, que vai ser apresentada ao público entre 18 e 21 de agosto, na zona ribeirinha da cidade, faz uma recriação sobre a história de Vila do Conde, incidindo na sua ligação ao mar e na tradição da localidade nas técnicas de construção naval em madeira e na sua preponderância na época dos descobrimentos.

O espetáculo, coproduzido pela Câmara Municipal e que pelo segundo ano consecutivo conta com a encenação do brasileiro Amauri Gonçalves, passou de 200 participantes para 400, quase todos naturais de Vila do Conde, com idades compreendidas entre os 7 e os 80 anos.

"Além de crescermos nos intervenientes, temos novas cenas, mais adereços e elementos cénicos, novos dispositivos pirotécnicos, além de outras surpresas. É um espetáculo completamente diferente e superlativo na participação popular", vincou o encenador.

Segundo Amauri Alves, a trama "continua a valorizar a construção naval de Vila de Conde, o saber das pessoas, além da ligação ao mar", introduzindo novos elementos como a "comemoração dos 500 anos de atribuição do foral".

O facto de este teatro comunitário ter, este ano, duplicado o número de figurantes não surpreendeu o encenador da peça, que garantiu que "tal não trouxe dificuldades acrescidas".

"Vila do Conde tem uma histórica muito rica e depois do sucesso do ano passado, na primeira edição, o entusiasmo na participação foi crescendo, porque toda gente quer embarcar nesta grande aventura, formando um grupo muito coeso", vincou Amauri Alves.

Isso mesmo foi frisado por Conceição Costa, de 68 anos, que veio especialmente da Suíça para participar neste espetáculo como figurante.

"Depois de ter visto a edição do ano passado, e achar que foi muito bom, resolvi inscrever-me, porque apesar de morar no estrangeiro nasci em Vila do Conde, e revejo-me em muitas das cenas que são retratadas sobre a nossa história", disse a figurante.

Também a estrear-se na participação, Inês Afonso, de 13 anos, vincou que "conhecer novas pessoas é uma das partes mais divertidas de integrar o espetáculo".

“Ao longo dos ensaios apreende-se muito sobre as histórias e tradições de Vila do Conde", vincou.

Esse entusiasmo patenteado por gerações tão díspares é apontado pela presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, Elisa Ferraz, como um dos motivos para a autarquia continuar a investir neste projeto.

"Logo após o êxito do ano passado comprometi-me em repetir este evento, que tem características únicas e excecionais, sobretudo quando se sente o entusiasmo das pessoas de Vila do Conde, de várias idades, em querem participar", vincou a autarca.

A presidente de Câmara divulgou que para esta segunda edição a bancada para o público também duplicou de tamanho, passando de 600 para 1200 lugares, de forma satisfazer a procura pelos ingressos, que este ano terão um custo simbólico.

"Houve necessidade de disciplinar o acesso às entradas, foi um dos graves problemas que tivemos o ano passado, porque houve pessoas que ficaram tempos infinitos nas filas de espera e nem sequer conseguiram um bilhete", vincou a autarca.

Os ingressos para adultos têm um preço de três euros, enquanto as crianças pagam um euro. Os bilhetes podem ser adquiridos nas instalações dos vários serviços da autarquia na cidade e também na internet.

Os espetáculos de "Um porto para o Mundo" acontecem entre 18 e 21 de agosto, sempre às 22:00, na zona ribeirinha de Vila do Conde.

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