Estes migrantes fazem parte das dezenas de milhares de venezuelanos que abandonaram o seu país nos últimos anos devido à crise económica, política e social, atravessaram a fronteira sul da Venezuela e se instalaram no Estado fronteiriço de Roraima (norte do Brasil) à procura de melhores condições de vida.

A OIM relatou hoje que, no passado fim de semana, e no âmbito deste programa liderado por Brasília e apoiado por agências da ONU e organizações da sociedade civil (designado “Operação Acolhida”), organizou o primeiro voo ‘charter’ destinado à realocação de migrantes, voo que transportou 100 venezuelanos para a cidade de Campo Grande, no Estado de Mato Grosso do Sul.

Estes migrantes foram preencher postos de trabalho numa empresa daquele estado, no centro-oeste do Brasil.

“No início do programa, o transporte era feito exclusivamente por aparelhos da Força Aérea brasileira. Mas, à medida que a procura e a necessidade aumentaram, a OIM começou a disponibilizar passagens para voos comerciais, ajudando 302 venezuelanos nos últimos meses”, referiu a organização liderada desde outubro passado pelo ex-ministro português António Vitorino.

Segundo o chefe da missão da OIM no Brasil, Stéphane Rostiaux, estes voos ‘charter’ são “uma alternativa para acelerar e aumentar as capacidades de realocação, reduzir a pressão migratória no estado de Roraima e facilitar a integração socioeconómica dos venezuelanos no Brasil”.

A viagem destes 100 migrantes venezuelanos iniciou-se muito antes, contou a OIM, referindo que o exército brasileiro analisou os currículos dos migrantes e efetuou entrevistas para ver se reuniam as aptidões e as condições necessárias para preencher os postos de trabalho.

“Assim que fomos informados por uma empresa da abertura de 100 vagas, iniciamos um processo de seleção com mais de 300 pessoas”, explicou o coronel do exército brasileiro, Souza Holanda.

A empresa em questão espera abrir mais 200 novas vagas para migrantes venezuelanos nos próximos meses, segundo a OIM.

Dados do Alto-Comissariado das Nações Unidas para o Refugiados (ACNUR) mostram que de janeiro de 2014 a abril de 2018, 25.311 venezuelanos solicitaram uma autorização de residência no Brasil e 57.575 pediram asilo.

O ACNUR e a OIM informaram em 2018 que os países da América Latina e as Caraíbas acolheram 2,4 milhões de refugiados e migrantes venezuelanos, ao passo que outros 600 mil se distribuem por outras regiões.

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