O chefe de Estado falava na cerimónia de entrega dos Prémios Pfizer de Investigação 2016, que considerou inspiradores para os jovens cientistas.

Marcelo Rebelo de Sousa evocou o pai, Baltazar Rebelo de Sousa, subsecretário de Estado da Educação, no Estado Novo, que entregou os Prémios Pfizer 1958, para assinalar que "a vontade de acreditar em Portugal" vai "para lá dos regimes" políticos.

"Há uma prática que permanece, a fé que temos em Portugal", sustentou, salientando a necessidade de "olhos postos no futuro", da "conjugação do novo com o inovador", da "inquietação, da pesquisa".

Na saúde, apontou, "é essencial ter paixão pelas pessoas".

Atribuídos há 60 anos, os Prémios Pfizer são a mais antiga distinção na investigação biomédica em Portugal.

O Presidente da República disse, em jeito de brincadeira, que ficou agradado por os trabalhos premiados estarem relacionados com a área de gastrenterologia, uma vez que sofre de um problema gástrico desde os 14 anos.

Os Prémios Pfizer de Investigação, promovidos anualmente pela farmacêutica Pfizer e pela Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa, são concedidos nas categorias de "investigação básica" e "investigação clínica", e têm, cada um, o valor de 20 mil euros.

A equipa liderada pelo investigador Henrique Veiga-Fernandes, do Instituto de Medicina Molecular de Lisboa, foi distinguida com o Prémio de Investigação Básica, pelo estudo sobre a imunidade do intestino, enquanto o grupo do gastrenterologista Pedro Pimentel Nunes, do Instituto Português de Oncologia do Porto, recebeu o Prémio de Investigação Clínica, pela avaliação da eficácia do uso de uma nova tecnologia endoscópica na deteção precoce do cancro gástrico.

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