O secretário-geral da ONU, António Guterres, os presidentes norte-americano, Donald Trump, e russo, Vladimir Putin, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o rei de Espanha, Filipe VI, estão entre os dirigentes mundiais presentes na cerimónia no Arco do Triunfo, frente ao túmulo do soldado desconhecido.

A cerimónia inicia-se “à 11.ª hora, do 11.º dia do 11.º mês”, como o cessar-fogo em 1918, com honras militares e a homenagem aos mortos, seguida do hino nacional de França.

Emmanuel Macron discursará na cerimónia, que vai ser marcada por vários momentos musicais, como a atuação do violoncelista norte-americano de origem chinesa Yo-Yo Ma e da Orquestra da Juventude da União Europeia (UE).

Após a cerimónia, os chefes de Estado têm um almoço oficial no Palácio do Eliseu, e, à tarde, participam no Fórum de Paris sobre a Paz, em cuja abertura discursam Angela Merkel e António Guterres.

O Fórum, que conclui as celebrações, vai reunir 60 chefes de Estado e 30 organizações internacionais para discutir segurança global.

Estão previstos mais de 80 debates e mais de 130 apresentações, de 200 oradores e 350 líderes de projetos perante uma audiência de cerca de 60 chefes de Estado e representantes de 30 organizações internacionais, oriundos dos 105 países que foram convidados para estudar soluções de governação global, através do reforço do multilateralismo e da cooperação internacional.

O Presidente português vai participar, juntamente com os chefes de Estado da Colômbia, Juan Manuel Santos, e da Nigéria, Muhammadu Buhari, numa “masterclass”, ou uma aula aberta, com alunos da prestigiada universidade de ciência política de Paris SciencesPo.

Nos corredores, como sempre acontece nestes fóruns, os chefes de Estado aproveitarão para encontros bilaterais, embora o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, já tenham anunciado que não têm agenda para falar a sós, sobre uma pesada agenda que liga e divide os dois países.

O primeiro dia do Fórum reserva-se para um tema que tem estado na agenda de Guterres e da ONU: as questões de diálogo dos continentes sobre a governação global, antes de o assunto ser alvo de multiplicação em discussões setoriais e ‘workshops’ especializados, nos dias seguintes.

Os desafios de segurança na área digital têm espaço próprio no Fórum de Paris para a Paz, com várias discussões orientadas para o entendimento da Inteligência Artificial, a manutenção da paz no ciberespaço ou as novas práticas na era digital da velha arte da diplomacia.

O Fórum tem o alto patrocínio de Emmanuel Macron, mas é desenvolvido por uma organização não-governamental criada este ano por um grupo de fundações a que se associa o governo francês, através do Ministério para a Europa e dos Negócios Estrangeiros.

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