Durante o discurso que fez hoje durante o almoço que o BE promoveu na FIL, em Lisboa, a maior ação do partido desta campanha eleitoral, a deputada bloquista, que se recandidata, elencou algumas das medidas que "só viram a luz do dia porque havia uma esquerda forte a negociar à esquerda do PS", produto "de trabalho conjunto, mas também de momentos difíceis".

"Fizemos o que tínhamos de fazer, fizemos o que tinha de ser feito e quem agora pede poder absoluto, não faz em nome da estabilidade do país, fá-lo por facilitismo, para escapar ao confronto das ideias, para escapar ao escrutínio acrescido, para escapar à exigência permanente que implica negociar cada medida", acusou, numa referência ao PS, ainda que sem o nomear.

Quem agora pede poder o absoluto, na perspetiva da cabeça de lista do partido por Lisboa, "fá-lo porque prefere o caminho mais fácil e esse não é o caminho do Bloco de Esquerda".

"Somos gente de confiança e vimos pedir o vosso voto para acabar com os empecilhos que agrilhoam a nossa economia e a nossa democracia", atirou em jeito de recado ao PS, que pelo deputado Carlos Pereira disse, ainda antes da campanha, que o PS quer poder "governar sem empecilhos".

Os bloquistas, detalhou Mariana Mortágua, querem "acabar com o empecilho da injustiça, das rendas garantidas, o empecilho dos truques financeiros e o empecilho do encobrimento e da promiscuidade".

"Houve áreas em que a força do BE ainda não foi suficiente. Este `ainda´ não é um pormenor, este `ainda´ é o nosso compromisso de futuro", prometeu.

O Bloco, segundo a sua dirigente e deputada, "vem a estas eleições com a tranquildade de quem sabe que fez o que tinha que ser feito e com a energia para todos os `aindas´ que tem que fazer.

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