A Marinha assegurou hoje que está disponível "para colaborar com as autoridades policiais" na investigação da morte do agente da PSP Fábio Guerra, no sentido do apuramento de "todos os factos" que envolvem dois fuzileiros.

"A Marinha Portuguesa lamenta profundamente o falecimento do agente da Polícia de Segurança Pública, Fábio Guerra, na sequência dos confrontos que ocorreram na madrugada de sábado, 19 de março de 2022, em Lisboa, reiterando que se encontra disponível para colaborar com as autoridades policiais, com vista ao apuramento de todos os factos", referiu, em comunicado.

Este ramo das Forças Armadas apresentou "as mais sinceras e sentidas condolências" à família, à PSP e aos amigos do agente.

A Marinha divulgou no sábado que “dois militares, do regime de contrato, da classe de Fuzileiros, envolveram-se nos confrontos, na via pública, junto de um espaço noturno, “tendo posteriormente informado as respetivas chefias” do sucedido.

A Marinha adianta que mandou os dois fuzileiros apresentarem-se na respetiva unidade para responderem “a um inquérito interno” e estarem à disposição das autoridades que procedem às investigações.

Segundo a informação de sábado da Marinha, estes militares da Marinha ainda não tinham sido notificados por nenhuma entidade policial, numa altura em que a investigação está a cargo da Polícia Judiciária (PJ).

A Lusa já tentou hoje obter mais informações junto da Marinha sobre a situação jurídica e processual dos dois fuzileiros, mas não obteve tais informações.

A PSP informou que o agente morreu esta manhã e que “continuam em curso todas as diligências, em coordenação com a Polícia Judiciária, visando a identificação e detenção de todos os autores das agressões, que resultaram na morte” do agente.

Em comunicado, a PSP informou que o agente, de 27 anos, morreu pelas 09:58 no Hospital de São José, em Lisboa.

Numa nota divulgada no sábado, a PSP referia que o incidente ocorreu na madrugada desse dia, pelas 06:30, “no exterior de um estabelecimento de diversão noturna, na Avenida 24 de Julho”, tendo começado com agressões mútuas entre vários cidadãos.

Segundo relatou a PSP, no local encontravam-se “quatro polícias, fora de serviço, que imediatamente intervieram, como era sua obrigação legal”, acabando por ser agredidos violentamente por um dos grupos, formado por cerca de 10 pessoas. Os outros três agentes agredidos tiveram alta hospitalar este domingo.

Entretanto, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e a ministra da Administração Interna, Francisca Van Dunem, já manifestaram a sua consternação pelo sucedido e enviaram condolências à família do agente, em notas de pesar.

A Marinha também apresentou à família, à PSP e amigos do agente, “as mais sinceras e sentidas condolências”, conclui a nota de pesar desta instituição.

O ministro da Defesa Nacional disse hoje que os factos que conduziram à morte de um agente da PSP e que envolvem dois fuzileiros da Marinha “serão apurados e imputados” a quem agiu ao arrepio da lei.

“Os factos deste trágico evento serão apurados e imputados a quem tenha agido ao arrepio da lei e dos valores militares como a honra e a disciplina”, escreveu João Gomes Cravinho na rede social Twitter, lamentando a morte de Fábio Guerra, que foi “vítima de brutal agressão”.

O ministro da Defesa também expressou as “sentidas condolências” à família e amigos do agente, assim como à Direção Nacional da PSP.

(Notícia atualizada às 15h06)

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