“Esta é a marca - Mercados de Lisboa desde 1877 - e agora queremos que essa assinatura seja depois incorporada (…) em todos os mercados da cidade. A ideia é fazer uma campanha para toda a gente se dirigir aos mercados, seja aos mercados que estão a ter intervenções ou aos mercados mais tradicionais, como nos Olivais, em Benfica ou na Ajuda”, disse à agência Lusa o vice-presidente do município de Lisboa, Duarte Cordeiro.

Segundo o autarca socialista, em causa está um investimento municipal “na casa dos 10 mil euros” para criar esta marca e divulgá-la em suportes como múpis e na imprensa.

“Acredito que o nosso papel, enquanto município, independentemente da reforma administrativa e de gerirmos ou não os mercados, passa muito pela promoção em conjunto dos mercados da cidade, dando-lhe uma imagem e criando focos de atração”, sublinhou.

Referindo-se aos "projetos âncora" que estão a ser executados, o responsável apontou que o Mercado de São Domingos de Benfica será transformado num espaço de inovação (com empreendedores, uma incubadora e linhas de produção), o do Bairro Alto ficará dedicado aos antigos ofícios, o do Lumiar acolherá produtos biológicos para venda grossista e o de Santa Clara (o mais antigo da cidade) funcionará como expositivo das indústrias criativas.

Acrescem os mercados de Alvalade Norte, que vai ter bancas reabilitadas, mais espaços para refeições e um local para crianças, o do bairro de Santos, que vai alojar uma superfície retalhista encarregue de o reabilitar, e o de Benfica, que começa a ter este ano um projeto-piloto de entregas ao domicílio, acrescentou.

Já o Mercado 31 de Janeiro (Picoas) vai alojar uma Loja do Cidadão, que deverá abrir “antes do último trimestre deste ano”, embora a data não esteja fechada.

A apresentação desta marca vai ocorrer às 10:00, no Mercado de Arroios, onde se vai assinalar também o fim das obras de reabilitação naquele espaço, após um investimento camarário de um milhão de euros.

“Recuperámos toda a iluminação e todas as bancas e hoje o mercado tem uma amplitude completamente diferente. Também passou a ter, na sua zona central, um espaço para eventos (…) e vai albergar, no futuro, projetos determinantes”, apontou Duarte Cordeiro.

Um deles é a instalação de uma estufa com 2.000 metros quadrados no telhado, onde será possível cultivar vegetais para vender, enquanto o outro se relaciona com a abertura de um restaurante com comida síria para integrar refugiados, no âmbito do projeto social “Pão a pão”.

Falando à Lusa, a presidente da Junta de Freguesia de Arroios, Margarida Martins, congratulou-se com a reabilitação deste mercado, que agora está “com outro aspeto para receber as pessoas”.

“É um ponto de encontro e é um dos corações do bairro, que foi muito importante revitalizar”, reforçou.

Margarida Martins adiantou que, “lá para abril”, a Junta vai criar a marca Mercado de Arroios, de forma a também dinamizar estes espaços.

Integradas no Plano Municipal dos Mercados estão ainda ações de formação para os comerciantes, em áreas como as línguas e as técnicas comerciais.

“Queremos colocar os mercados no centro da vida dos bairros, dando-lhe importância económica, social e cultural e valorizar o papel do comerciante”, concluiu Duarte Cordeiro.

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