A Procuradoria Geral de Justiça de Nuevo León revelou que os funcionários protegiam alguns réus que exerciam o controle na instituição penal, entre eles Iván Hernández Cantú, conhecido como "El Credo". Cantú tinha uma cela luxuosa e contava com regalias várias, como por exemplo a de visitas femininas. A diretora de Topo Chico, Georgina Salzar Robles, e o delegado de Administração Penitenciária, Jesús Fernando Domínguez, foram detidos depois de serem acusados de "não respeitar as medidas de segurança na prisão", disse o procurador que investiga o caso, Carlos Cruz de Hoyos.

O agente judicial José Reyes Hernández também foi detido sob suspeita de matar um dos réus, a tiro, durante a rebelião, ocorrida na madrugada de quinta-feira. Este foi o mais sangrento motim no país, nos últimos anos, e acendeu os alarmes das autoridades de Nuevo León face à escalada da violência. O delegado e a diretora são apontados como principais responsáveis pela rebelião, já que permitiam aos presos "deambular livremente de dia e de noite", afirmou o procurador, acrescentando que algumas celas nem sequer tinham cadeado.

Os responsáveis pela instituição também são acusados de "tráfico de drogas, cobrança de subornos e de conceder privilégios a alguns". Enquanto a maioria dos presos vivia em condições bastante precárias, Hernández Cantú, por exemplo, "tinha cama king size, uma televisão de 50 polegadas e banheiro de luxo e, além disso, no momento do ataque, uma mulher estava com ele", descreveu o procurador Roberto Flores Treviño, que atribuiu as irregularidades à falta de pessoal de vigilância. As autoridades de Nuevo León disseram que o confronto aconteceu por uma disputa pelo controle da prisão entre dois líderes rivais dos Zetas - Iván Hernández Cantú e Juan Pedro Zaldívar Farías, conhecido como "El Z-27". Farías estava há apenas dois meses nesta instituição. Em Topo Chico, a superlotação chega a 35%, com 3.800 presos. 

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