“O Governo decidiu que as Forças Armadas estão prontas e disponíveis contra qualquer hipótese de desordem em qualquer Estado do país”, disse Michel Temer.

O Presidente, que falava numa conferência de imprensa, voltou a descrever a greve dos polícias militares de Espírito Santo como uma “insurgência”, já que “pela lei são impedidos de entrar em greve”.

Esta paralisação começou no passado dia 4 e deveu-se a exigências de aumentos salariais.

A greve foi marcada pela presença de familiares dos polícias defronte dos quarteis, impedindo a saída dos agentes para patrulhar as cidades do Estado, daí resultando uma forte onda de violência que deixou a população assustada.

O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol) anunciou hoje de manhã que em dez dias pelo menos 146 pessoas morreram em consequência de crimes violentos naquele Estado.

No último domingo, cerca de 2.000 militares foram enviados para a região.

Antes, durante o fim de semana, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que “a lei e a ordem foram restauradas” em todo o Estado, embora muitos agentes da polícia continuem sem patrulhar as ruas.

A agitação da polícia em Espírito Santo foi replicada no Estado do Rio de Janeiro, onde muitos polícias militares não trabalharam na última sexta-feira em protesto contra os contínuos atrasos no pagamento de seus salários.

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