“Estou convicto que a União Europeia (UE) e os EUA partilham as mesmas preocupações com o que aconteceu e está a acontecer na Bielorrússia”, afirmou Pompeo, durante uma visita de Estado à Eslovénia.

“Estou otimista de que podemos trabalhar juntos de uma certa forma”, acrescentou o secretário de Estado, em conferência de imprensa, depois de ter exigido, na quarta-feira, na República Checa, o respeito “pelas liberdades almejadas” pelos bielorrussos, exortando as autoridades da ex-república soviética a não reprimir os manifestantes.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE devem discutir a situação da Bielorrússia em reunião extraordinária na sexta-feira, com alguns dos membros a pediram a reintrodução de sanções.

Pompeo está atualmente numa digressão de cinco dias pela República Checa, Eslovénia, Áustria e Polónia.

Hoje, a Eslovénia, membro da UE desde 2004, declarou-se a favor de novas eleições da Bielorrússia, cujo resultado seria garantido por observadores internacionais.

A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que tem enviado observadores à Bielorrússia desde 2011, não foi convidada a monitorizar as eleições de domingo.

A Hungria afirma ter evocado a situação com a Letónia, que faz fronteira com a Bielorrússia, estando os dois países “interessados”, nas “decisões europeias tomadas com base no diálogo e não prejudicando as relações futuras entre a UE e a Bielorrússia, nem a parceria oriental”, segundo comunicado de Budapeste nas redes sociais.

Ainda hoje, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia denunciou as tentativas estrangeiras de “desestabilizar” a Bielorrússia.

“[A Rússia vê] tentativas claras de ingerência estrangeira com o objetivo de dividir a sociedade e desestabilizar a situação”, afirmou a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova.

Desde a noite de domingo, a Bielorrússia tem sido palco de manifestações contra a reeleição de Lukashenko, no poder há 26 anos.

Os protestos foram reprimidos com violência pela polícia, com duas mortes, dezenas de feridos e a detenção de milhares de manifestantes.

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