“Estas sardinhas são da área da esquerda. Ninguém tem vontade de insultar ou de propagar o ódio. Vim para testemunhar, caso contrário, teria vergonha de ser italiano”, explicou à agência France-Presse Roberto Piperno, um reformado.

Fontes da polícia citadas pela agência AGI indicaram que estariam cerca de 35 mil pessoas na manifestação que decorreu na praça em frente à Basílica de São João de Latrão.

O movimento das “sardinhas” surgiu há um mês em Bolonha quando uma manifestação organizada por quatro desconhecidos reuniu inesperadamente 15 mil pessoas para denunciar o discurso de “ódio e divisão” de Matteo Salvi, antigo ‘número dois’ do governo italiano e chefe da Liga (extrema-direita).

Desde então, dezenas de manifestações, ao ritmo da canção da resistência Bella Ciao, reuniram no total 300.000 pessoas em Milão, Florença, Nápoles e Palermo.

Hoje, em Roma, aconteceu o mesmo, com jovens e idosos lado a lado, vindos a pé, de bicicleta ou até de cadeira de rodas, com a intenção de enviar uma mensagem aos partidos de extrema-direita que fomentam o ódio e o racismo contra a liberdade, a tolerância e a igualdade.

“Estamos aqui porque somos uma família unida e queremos defender determinados valores que alguns querem eliminar, valores que rejeitam o fascismo e defendem a tolerância e a igualdade. Estamos aqui para dizer que a política do ódio não nos agrada, que gostamos da política virada para o futuro, que acolhe e não fecha portas”, disse um dos manifestantes à agência EFE.

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