Milhares de muçulmanos participaram esta sexta-feira na primeira oração desde a conversão em mesquita do emblemático edifício de Istambul. A cerimónia começou com a leitura de um versículo do Alcorão recitado por Erdogan.

Segundo a imprensa turca, foram convidados líderes e autoridades de vários países de maioria muçulmana, como o Qatar e o Azerbaijão. Para garantir uma cerimónia sem incidentes, cerca de 20 mil funcionários das forças de segurança foram enviados para a área.

Devido à pandemia, as autoridades indicaram que um máximo de mil fiéis podia orar dentro da mesquita. Em alternativa,  milhares reuniram-se em torno da mesma.

No dia 10 de julho, a basílica de Santa Sofia, em Istambul, foi convertida em mesquita. A reconversão em templo muçulmano, função que o monumento já cumpriu entre a conquista otomana de Constantinopla, em 1453, e a secularização, em 1934, recebeu felicitações de organizações islâmicas, do Qatar, Paquistão, Malásia e de outros países, mas também numerosas críticas.

O maior partido da oposição turca, o social-democrata CHP, recusou o convite para participar na oração matinal inaugural e a UNESCO criticou o facto de não ter sido consultada sobre a mudança de estatuto do monumento, património mundial da humanidade desde 1985.

Um imponente edifício construído no século VI pelo império bizantino como catedral de Constantinopla, Hagia Sophia é Património Mundial da UNESCO e uma das principais atrações turísticas de Istambul. Em 2019, atraiu 3,8 milhões de visitantes.

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