"Num Governo onde a prioridade é e tem de ser as contas certas, eu não posso deixar de estar satisfeita com os meios. Os meios para o meu gabinete funcionar, os meios para as CCDR [Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional] também fazerem o seu trabalho e portanto estou satisfeita", disse à Lusa Ana Abrunhosa.

"Naturalmente que achamos sempre poucos mas temos de perceber que há prioridades. E hoje tivemos uma boa notícia, na Saúde [ministério que viu o seu orçamento reforçado em 800 milhões de euros] que só foi possível porque temos contas certas e essas contas certas permitem depois fazer esses investimentos", reafirmou a ministra, em declarações à margem da tomada de posse dos novos órgãos sociais da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF).

"Garanto-lhe que esta ministra não tem falta de meios, porque tem ao serviço da sua estratégia, que é a estratégia dos territórios, os programas operacionais regionais, saberá também estimular os atores regionais a captar outras fontes de financiamento, tem também a Comissão Europeia, e eu conheço bem os corredores da Comissão Europeia", frisou Ana Abrunhosa, que antes de integrar o atual Governo trabalhou 11 anos na CCDR Centro, os últimos cinco como presidente.

Na sua intervenção, perante cerca de uma centena de empresários, comerciantes, autarcas e dirigentes associativos, a governante disse ter aprendido muito nos últimos anos "de missão pública numa região" e com as pessoas com quem trabalhou, frisando que se conseguir fazer no país, enquanto ministra da Coesão Territorial "um décimo" daquilo que fez na região Centro, dará a sua missão como "cumprida".

Questionada pela Lusa a esclarecer esta afirmação, Ana Abrunhosa explicou que "é muito diferente" trabalhar numa escala regional do que numa escala nacional e que nos 11 anos que esteve na CCDR Centro teve "muito tempo para estabelecer laços de confiança e relações, que são muito importantes quando se tem cargos públicos".

"Um trabalho [no Governo] num cenário de quatro anos é correr contra o relógio. Porque é um país muito heterogéneo, que é um arco-íris em todas as dimensões e estabelecer, em quatro anos, essa relação de proximidade e confiança, é muito mais difícil do que nos 11 anos que estive na CCDR, é só isso", argumentou a ministra.

No início da sua intervenção, Ana Abrunhosa aludiu ao dia atarefado que teve - por causa da reunião extraordinária do Conselho de Ministros - já que a sua presença esteve anunciada na sessão de posse da ACIFF, chegou a ser cancelada e depois acabou por ser confirmada novamente.

"Hoje foi uma corrida, porque vim diretamente do Conselho de Ministros, mas estou muito feliz aqui. Aliás, estou bem melhor do que estava no Conselho de Ministros", brincou.

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