“Se se vai repetir ou não o futuro o dirá, sobretudo dirão os portugueses, por mim, se se repetir, eu acho que é uma belíssima ideia e que temos condições para num quadro de um próximo Governo ir muito mais longe e sobretudo fazer mais pelo Serviço Nacional de Saúde”, disse o ministro no programa “Grande Entrevista”, da RTP3.

Questionado sobre se conta que o PCP e BE sejam seus aliados na exigência de um orçamento maior para a saúde, Adalberto Campos Fernandes disse que conta com uma atitude de lealdade institucional.

“O PCP e o BE não são meus aliados, apoiam uma solução de Governo de que eu faço parte e têm tido nestes últimos três anos, vamos para o quarto orçamento, uma atitude de grande lealdade institucional mesmo quando divergimos politicamente”, afirmou.

“Este orçamento não será diferente dos outros. Tenho a certeza que o PCP e o Bloco de Esquerda forçarão, e bem, mais investimento, mais recursos e nós temos que discutir com a lealdade que temos tido aquilo que é possível fazer”, afirmou.

Apesar das diferenças do ponto de vista programático, ideológico e estratégico, “há uma coisa que tem sido francamente positiva”, o facto de três partidos, que “são essencialmente tão diferentes nalguns aspetos têm sido capazes de convergir no essencial”, que é “proteger as pessoas que estão em condições mais difíceis e devolver-lhes dignidade pessoal e dignidade coletiva”, sustentou o ministro.

Para Adalberto Campos Fernandes, “é um exercício democrático que devia perdurar porque tem valor histórico”.

Questionado sobre a proposta do PSD para alargar a gestão privada aos hospitais públicos, o ministro disse que é uma “proposta muito frágil”, que retoma ideias que têm 15 anos, o que significa “um ato de desistência política”.

“O PSD tem um problema que é histórico, e não é apenas na saúde, desiste facilmente do Estado, não gosta do Estado e sempre que é confrontado com dificuldades no Estado orienta-se para a privatização”, comentou Adalberto Campos Fernandes.

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