Na comissão parlamentar da Saúde, o ministro Adalberto Campos Fernandes foi confrontado pelos vários partidos com as dificuldades sentidas por profissionais e utentes no Serviço Nacional de Saúde.

O ministro admitiu que “há hospitais a trabalhar nos limites”, incluindo unidades da Grande Lisboa, que conta “com o esforço e a dedicação” dos profissionais.

“Estamos a trabalhar em muitos hospitais com um enorme esforço dos profissionais. Nunca, em nenhuma circunstância me afastei dos profissionais e sei bem do esforço que é feito no terreno”, indicou Campos Fernandes, depois de o PSD ter acusado o ministro de negar a realidade que se vive nas unidades do SNS.

O governante insistiu que já há no SNS mais de nove mil profissionais do que quando o atual Governo entrou em funções, no entanto, assumiu que o “número de profissionais ainda não é suficiente”.

“Mas estamos na trajetória correta”, considerou.

Quanto às demissões de diretores e chefias médicas em vários hospitais, Adalberto Campos Fernandes considerou-as como “um sinal que deve ser tido em conta”, porque “sinalizam uma preocupação destes médicos”.

Mesmo em relação às demissões de várias chefias no Centro Hospitalar de Gaia/Espinho, o ministro entendeu-a como “um sinal claro de alerta”.

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