Em 4 de novembro, a Dinamarca ordenou a eliminação de todos os visons existentes no país — entre 15 e 17 milhões de animais — após a descoberta de uma mutação do novo coronavírus transmissível ao ser humano por esses mamíferos.

A mutação já infetou mais de 200 pessoas na Dinamarca e poderia, segundo o Governo dinamarquês, comprometer a eficácia de uma futura vacina.

Na semana passada, Mogens Jensen teve de admitir que a ordem do Governo de matar todos os visons na Dinamarca não tinha base legal, provocando uma avalancha de críticas de vários quadrantes políticos e sociais, que culminaram hoje na sua renúncia ao cargo de ministro da Agricultura.

“Informei hoje o primeiro-ministro que quero renunciar ao Governo”, disse Jensen, 57 anos, depois de os partidos de esquerda que apoiam o Governo social-democrata terem anunciado que deixavam de confiar no ministro da Agricultura.

“É perfeitamente claro que houve erros cometidos dentro do meu Ministério. Assumo a responsabilidade por eles”, tinha reconhecido Jensen, na semana passada, quando foi divulgada uma auditoria sobre o abate dos animais.

A Dinamarca é o maior fornecedor mundial de pele de vison, respondendo por 40% da produção global, tendo a China e o território de Hong Kong como os principais mercados de exportação.

Na Dinamarca existem 1.139 quintas de criadores de visons, empregando cerca de 6.000 pessoas, que agora admitem que o abate massivo destes animais acabará com este negócio.

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