"Aceitei o pedido de exoneração do secretário de Estado da Proteção Civil. Quero nesta ocasião agradecer a Artur Neves o contributo decisivo para a forma como decorreram e se implementaram as mudanças nas operações de Proteção Civil", refere-se num comunicado oficial do gabinete do primeiro-ministro.

No mesmo comunicado destacam-se as mudanças operadas "na execução da reforma do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais", tendo o "empenho pessoal" de José Artur Neves "sido determiante nos resultados obtidos em 2018 e até momento do corrente ano".

"Tendo em conta o fim próximo da legislatura, o ministro da Administração Interna assegurará as competências até agora cometidas ao secretário de Estado da Proteção Civil", refere ainda o texto.

O secretário de Estado da Proteção civil, José Artur Neves, demitiu-se hoje do cargo, no dia em que a polícia fez buscas no Ministério da Administração Interna, na Proteção Civil e em vários comandos distritais de operações socorro.

O caso das golas antifumo (golas que fazem parte do ‘kit’ distribuição à população no âmbito do programa “Aldeia Segura”, “Pessoas seguras”) levou o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, a abrir um inquérito sobre a contratação de "material de sensibilização para incêndios", a 27 de julho.

Dois dias depois da decisão do ministro, o adjunto do secretário de Estado da Proteção Civil, Francisco Ferreira, demitiu-se, depois de ter sido noticiado o seu envolvimento na escolha das empresas que produziram os ‘kits’ de emergência que continham as golas antifumo para o programa "Aldeia Segura".

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