O príncipe monegasco participou hoje na inauguração da chancelaria da embaixada do Principado do Mónaco, na Rua Domingos Sequeira, em Lisboa, onde deixou uma mensagem no livro de honra.

Alberto II do Mónaco destacou a “grande amizade” entre os dois países e destacou que a abertura da embaixada permitirá “uma concertação diplomática mais permanente”.

O Mónaco tinha, nos últimos dez anos, um embaixador não-residente em Portugal.

O príncipe sublinhou que os dois países partilham a preocupação sobre a “proteção e melhor gestão dos oceanos e do mar”, um tema que, disse, “será cada vez mais atual”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros português recordou que Portugal é um dos dois co-facilitadores da conferência das Nações Unidas sobre os oceanos, em julho, e vai realizar a segunda edição da Oceans Meeting em setembro.

A inauguração da embaixada monegasca em Lisboa mostra que Lisboa “é uma capital cuja importância estratégica não é ignorada por muitos países”, considerou Augusto Santos Silva.

“Do ponto de vista bilateral, significa novas condições para o desenvolvimento de relações que, no que diz respeito a Portugal e ao Mónaco, são absolutamente estabilizadas, normais, excelentes do ponto de vista político”, referiu o chefe da diplomacia portuguesa.

Segundo o governante, milhares de portugueses trabalham no Mónaco: “Temos trazido valor à economia monegasca e também a outros aspetos da vida monegasca – o mais badalado recentemente é o futebol”.

Santos Silva adiantou que o Governo não pretende abrir uma embaixada no Mónaco, mas ressalvou que isso não significa “menosprezar ou valorizar este gesto muito amigo do Mónaco”.

Os portugueses que residem e trabalham no Mónaco contam com o apoio de uma consulesa honorária no principado e no consulado de Marselha, em França.

O novo embaixador do Mónaco em Lisboa, Henrique Polignac de Barros, recordou que as relações entre os dois países são “muito antigas, com mais de cem anos”.

“O príncipe Alberto I do Mónaco era amigo pessoal do rei D. Carlos e fez campanhas oceanográficas nos Açores”, comentou.

O diplomata apontou a possibilidade de os dois países “estreitarem muito mais as relações”, nomeadamente na área do ambiente, “em que o Mónaco tem uma atitude já muito conhecida em todo o mundo, mas também com os oceanos”.

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