“Parece que vamos saber na próxima terça-feira. Vamos saber o quê? Que o PSD vai votar contra o orçamento. O segredo mais mal guardado da política portuguesa dos últimos tempos. Como é óbvio, o PSD só podia votar contra este orçamento”, afirmou Luís Montenegro na noite de sexta-feira, numa sessão de esclarecimento com militantes, no auditório do Paço da Cultura da Guarda.

O presidente do PSD, Rui Rio, revelou na quinta-feira que divulgará na terça-feira a posição do partido em relação à proposta de Orçamento do Estado para 2020 apresentado pelo Governo socialista, depois das “pequenas jornadas parlamentares” do PSD, a realizar na Assembleia da República.

Luís Montenegro declarou que a proposta de Orçamento do Estado para este ano “concretiza um programa de Governo contra o qual” está o PSD e “traz com ele a maior carga fiscal de sempre para a sociedade portuguesa”.

O candidato social-democrata acrescentou que o documento “não resolve nenhum problema estrutural nos principais serviços públicos”, coloca Portugal “na cauda da Europa na capacidade de gerar riqueza e [de] gerar condições para o bem-estar e para a felicidade dos portugueses”.

“Que outro voto podia ter este orçamento que não o voto contra? De que é que está à espera o PSD? O que é que vai acontecer de especial na terça-feira, para só na terça-feira o presidente do PSD dizer que o PSD vai votar contra o Orçamento do Estado? Não há nenhuma razão. E a razão que há é pura encenação. Fazer de conta que estamos a estudar, fazer de conta que ainda vamos salvar este orçamento? Não”, afirmou.

Luís Montenegro disse que o partido não tem “nenhuma hipótese de viabilizar” a proposta orçamental, pelo que “não vale a pena enganar as pessoas”.

“Vale a pena dizer-lhes o que é que somos, o que é que queremos, por onde é que vamos. E não confundi-las. Nós [PSD] não somos um apêndice do PS”, rematou.

Luís Montenegro disse ainda no seu discurso que “não era preciso tirar nenhum curso para saber que o PSD jamais poderia estar de acordo” com o OE2020, sugerindo ao presidente do partido e recandidato ao cargo, Rui Rio, de que podia aproveitar a oportunidade, na terça-feira, para apresentar “três ou quatro ideias” sobre aquilo que o orçamento “podia ter e que não tem”.

“Não resolveria o problema de fundo da governação do país, mas seria uma forma de nós assinalarmos a nossa alternativa”, admitiu.

Entre outras, o antigo líder parlamentar do PSD sugeriu propostas “para fazer baixar gradualmente o IRS” e “para fazer baixar gradualmente o IRC”.

Avançou também com a ideia de o PSD dizer ao Governo que “é preciso reforçar o orçamento da Polícia Judiciária, para que ela tenha mais meios investigatórios para combater a corrupção”, ou, para o setor da saúde, um “programa para eliminar todos aqueles que são os constrangimentos que hoje afetam a vida das pessoas”.

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