"Os próximos passos serão necessariamente aqueles que resultarem da vontade conjunta destes militantes todos que aqui se juntaram. Onde é que ela para? O futuro nos dirá", afirmou Morais Sarmento, questionado pelos jornalistas sobre se admite candidatar-se à liderança do PSD no próximo Congresso do partido.

Morais Sarmento encabeça uma lista de delegados pela secção de Lisboa à Assembleia Distrital, hoje apresentada, não disputando nem a liderança da distrital, que deverá ter como candidato único Pedro Pinto, nem a presidência da Mesa da Assembleia Distrital, a que já concorreu no passado, em eleições marcadas para 1 de julho.

Questionado sobre esta opção, o ex-ministro de Durão Barroso e Santana Lopes disse não ter problemas em assumir combates e salientou que já o fez no passado.

"Mas há alturas em que podemos dar o sinal de que participar politicamente não é necessariamente disputar poderes e concorrer a lugares, pode ser apenas um gesto cívico de um conjunto de militantes que conhecem o partido e que reconhecem que a hora é difícil para o partido e para o país", disse, classificando esta lista como "um grito de urgência".

Interrogado sobre o que vai mudar se tiver um bom resultado nas eleições internas de 1 de julho para a distrital de Lisboa, o advogado e comentador político respondeu: "Vai mudar a Assembleia Distrital de Lisboa, apenas, e para já", disse.

"Um dia de cada vez", respondeu, questionado sobre a forma como as eleições autárquicas de 1 de outubro poderão pesar nesse futuro.

A apresentação da lista, com o lema "Lisboa Sempre", decorreu numa sala de um hotel de 5 estrelas em Lisboa e contou com a presença dos ex-ministros Pedro Roseta e Graça Carvalho, os ex-secretários de Estado Feliciano Barreiras e José Amaral Lopes, José Arantes e o antigo líder da distrital de Lisboa do PSD António Preto, entre outros.

Manuela Ferreira Leite foi apresentada como primeira subscritora da lista, mas não esteve presente.

No seu discurso, perante uma sala cheia com cerca de 200 pessoas, Sarmento classificou a presença dos militantes "num momento difícil do PSD" como um sinal: "A motivação que nos levará primeiro ao próximo sábado [dia 1 de julho, data das eleições para a distrital] e depois a ajudar a construir todos juntos um novo PSD", afirmou.

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