O advogado, Joseph Murtha, não especificou as causas da morte da antiga cliente, mas segundo familiares, citados pela imprensa americana, Tripp, de 70 anos, sofria de cancro do pâncreas.

Em 1996, enquanto trabalhava no Pentágono, Tripp tornou-se amiga de uma nova colega, Monica Lewinsky, de 22 anos, então estagiária na Casa Branca.

Lewinsky contou-lhe sobre seu caso com o presidente democrata Bill Clinton. Sem que a jovem soubesse, Linda Tripp passou a gravar suas confidências, a partir de 1997. Para além das gravações, também convenceu Lewinsky a manter um vestido azul manchado com o sémen do presidente. A razão para estas ações estava relacionada com o facto de Bill Clinton estar a ser investigado por suspeita de corrupção desde 1994.

Mais tarde, quer as gravações como o vestido foram entregues a Kenneth Starr, o responsável pela investigação ao presidente.

Clinton negou, sob juramento, ter tido relações sexuais com sua estagiária, mas o procurador usou as informações dadas por Tripp para acusar o presidente de perjúrio, crime de mentir diante de um tribunal. A investigação levou Bill Clinton a um julgamento de impeachment no Senado, mas o presidente acabou por ser absolvido em 1999.

Tripp acabou por declarar que agiu por "patriotismo", mas foi retratada como falsa e traidora pela opinião pública.

Poucas horas antes do anúncio de sua morte, Monica Lewinsky fez uma publicação no Twitter: "Independentemente do passado, depois de saber que Linda Tripp está gravemente doente, espero que recupere. Não consigo imaginar o quão difícil isto está a ser para a sua família".

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