"Especialista de renome mundial na especialidade de Imunoalergologia, Antero da Palma-Carlos fundou a primeira consulta hospitalar de Imunoalergologia de Portugal no Hospital de Santa Maria em Lisboa em 1961 e foi o responsável pela criação da Especialidade de Imunoalergologia em 1983", lê-se no comunicado disponibilizado por Amélia Spínola Santos e Anabela Lopes.

O "pai da imunoalergologia" em Portugal nasceu a 21 de março de 1933 e era filho de Adelino da Palma-Carlos, professor de Direito e primeiro-ministro do I Governo Provisório de Portugal, e de Elina Guimarães, jurista, escritora e ativista dos direitos das mulheres.

O corpo esteve em câmara ardente na Igreja de Santa Joana Princesa, em Lisboa, na sexta-feira, e o funeral realiza-se hoje às 14:15 para o Cemitério dos Olivais.

Professor catedrático jubilado de Medicina Interna, Imunoalergologia e Imunologia da Faculdade de Medicina de Lisboa, foi diretor de serviço de Medicina do Hospital de Santa Maria, especialista em Medicina Interna e Imunoalergologia, Diretor da Unidade de Imunoalergologia neste hospital e coordenador das áreas de Imunologia, Imunologia Clínica, Imunoalergologia e Medicina Interna da Faculdade de Medicina de Lisboa.

A nível internacional, de acordo com a nota, Palma-Carlos presidiu à International Association of Asthmology (Interasma) e à Foundation for Allergy Research in Europe-FARE. Foi vice-presidente da EAACI (European Academy of Allergy and Clinical Immunology).

Foi também presidente e presidente honorário do Board of Allergology da Union Européenne des Médicins Spécialistes (UEMS) e do Comité de Especialidades e Ensino da European Academy of Allergy and Clinical Immunology, e presidiu ainda à Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) e à Sociedade Luso-Brasileira de Alergologia e Imunologia (SLBAIC).

Cavaleiro da Ordem Nacional de Mérito francesa, o médico foi agraciado com a Medalha de Ouro da Universidade de Nagoya, no Japão, e a Medalha de Ouro da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica.

Ao longo da sua carreira, entre 1960 e 2017, publicou mais de 800 trabalhos científicos, tendo ainda tempo, nos últimos anos, para escrever sobre a sua grande paixão, a ópera, que aliás chegou a ser a banda sonora das suas consultas no consultório que mantinha em Lisboa.

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