Os cerca de 50 motoristas que se encontravam pelas 17:00 nas imediações da plataforma logística dizem que continuam firmes na luta e aguardam notícias da deslocação do presidente do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) à Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), em Lisboa.

Muitos deles confessam-se cansados, depois de estarem no piquete de greve há vários dias, mas não desmotivados.

Hoje as críticas foram para o acordo assinado entre na quarta-feira entre a Fectrans e Antram, dizendo que este teve como propósito tirar força à luta dos motoristas de matérias perigosas.

À semelhança do que aconteceu nos últimos dias, cada vez que passa um colega num camião-cisterna e que pertence aos serviços mínimos e apita a resposta que recebe é uma salva de palmas.

Mas esta tarde o maior aplauso foi para um dos dois motoristas que na quarta-feira foram notificados em casa para ir trabalhar no âmbito da requisição civil.

Um dos elementos do piquete de greve contou à Lusa que esse colega esteve 20 horas em protesto e que quando se deslocou a casa para ir dormir algumas horas e comer foi abordado pela GNR para ir trabalhar 15 horas.

"Ninguém arreda pé" e "nem um passo atrás" são as palavras de ordem que se ouvem de vez em quando, mas que se intensificam cada vez que há um direto numa televisão.

A greve que começou na segunda-feira, por tempo indeterminado, foi convocada pelo SNMMP e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), com o objetivo de reivindicar junto da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

Entretanto, na reunião na DGERT, o SNMMP pediu a mediação do Governo para chegar a um entendimento que permita terminar a greve, anunciou o presidente da estrutura sindical, Francisco São Bento.

O Governo já disse que vai nomear um mediador para tentar terminar o conflito entre a Antram e o SNMMP.

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