Em declarações aos jornalistas, Pardal Henriques, disse que os dois homens foram detidos pela GNR em Aveiras de Cima, sendo subsequentemente escoltados para os seus camiões, de forma a cumprirem os serviços decretados pela requisição civil que o Governo emitiu.

Todavia, a GNR esclareceu que nenhum motorista em greve está detido e que quatro trabalhadores apresentaram-se “voluntariamente” para cumprir o serviço, depois de terem sido notificados de que, não comparecerem no local de trabalho, constituía crime de desobediência.

“A Guarda Nacional Republicana vem esclarecer que foram quatro trabalhadores notificados de que a sua não comparência no local de trabalho constituía a prática do crime de desobediência”, lê-se num comunicado da GNR.

Na nota, a GNR adianta também que, depois desta notificação, os quatro trabalhadores “decidiram voluntariamente cumprir o serviço para o qual estavam nomeados”.

Assim, é ainda acrescentado, não se encontra nenhum trabalhador detido.

Os motoristas de matérias perigosas e de mercadorias cumprem hoje o terceiro dia de uma greve por tempo indeterminado, que levou o Governo a decretar uma requisição civil na segunda-feira à tarde, alegando incumprimento dos serviços mínimos.

Na terça-feira, o ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, disse que 14 trabalhadores não cumpriram a requisição civil decretada pelo Governo.

Hoje de manhã, o porta-voz do sindicato dos motoristas de matérias perigosas disse que os trabalhadores não vão cumprir serviços mínimos nem a requisição civil, em solidariedade para com os colegas que foram notificados por não terem trabalhado na terça-feira.

A greve que começou na segunda-feira, por tempo indeterminado, foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), com o objetivo de reivindicar junto da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

O ministro do Ambiente disse hoje que a decisão de alargar a requisição civil será tomada ao final do dia, indicando que a situação “mais preocupante” de incumprimento se regista em Aveiras de Cima, no distrito de Lisboa.

(Notícia atualizada às 20:29)

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