“O desafio lançado ontem [quarta-feira] para as 15:00 de hoje mantém-se”, afirmou Francisco São Bento, acrescentando esperar que “ambas as entidades [Governo e Antram] se apresentem na DGERT”.

O presidente do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) disse ficar “à consideração da Antram” manter a posição de recusar negociações caso os motoristas não desconvoquem a greve.

Francisco São Bento, acompanhado do porta-voz e advogado Pedro Pardal Henriques, falava em Aveiras de Cima, onde se prepara para reunir com os associados do sindicato.

A Antram fez saber ontem à noite, no entanto, que não pode negociar com “a espada na cabeça” e que só se senta à mesa das negociações que a greve parar.

“Não podemos, infelizmente, reunir com a espada na cabeça, não podemos negociar dessa forma (…), negociamos de uma forma franca e presencial como estamos aqui hoje, mas não sob ameaça de greve”, afirmou Pedro Polónio, um dos vice-presidentes da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram).

Os motoristas de transportes de matérias perigosas e de mercadorias cumprem hoje o quarto dia de uma greve por tempo indeterminado, que levou o Governo a decretar uma requisição civil na segunda-feira à tarde, alegando incumprimento dos serviços mínimos.

A greve foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), com o objetivo de reivindicar junto da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

A Antram assinou na quarta-feira à noite um acordo relativo ao contrato coletivo de trabalho com a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), afeta à CGTP e que não participa na greve de motoristas.

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