Dirigida ao presidente da Assembleia da República, a “Petição para resposta do SNS aos doentes não-covid e pela prioridade política à saúde” refere que "as estatísticas oficiais mostram uma redução muito significativa do acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde, mas nenhum doente deve ficar para trás”.

Para alertar para esta situação, o movimento, constituído pela Ordem dos Médicos, pela Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares e pela Roche, promove na próxima quarta-feira uma sessão pública de apresentação de resultados de estudos feitos pela GfK a doentes, médicos e profissionais de saúde sobre a prestação de cuidados durante a pandemia, com o objetivo de preparar a retoma dos serviços de saúde.

Será também apresentada uma análise dos dados assistenciais no Serviço Nacional de Saúde (SNS) no primeiro ano de pandemia, comparando com o ano anterior.

“Desta análise, realizada pela MOAI Consulting, fica evidente a redução de consultas e contactos presenciais nos centros de saúde e nos hospitais”, refere o movimento num comunicado em que já avança alguns dados da atividade assistencial.

Segundo a análise, foram realizados “menos 13,5 milhões de contactos médicos e de enfermagem presenciais nos cuidados de saúde primários (comparando março 2020/fevereiro 2021 com março 2019/fevereiro 2020)”.

Foram ainda realizados menos 4,5 milhões de contactos de saúde hospitalares (consultas, cirurgias, urgências e internamentos analisados no mesmo período).

Dados divulgados hoje pelo Ministério da Saúde (MS) mostram um cenário diferente, indicando uma tendência de recuperação dos cuidados no Serviço Nacional de Saúde.

De acordo com o MS, os hospitais realizaram 5,3 milhões de consultas e perto de 287 mil cirurgias até maio de 2021, o que representa um crescimento de 18% e 36%, respetivamente face a igual período de 2020.

No mesmo período, os cuidados de saúde primários realizaram 15,4 milhões de consultas médicas, mais 3,1 milhões (25,4%) comparando com o mesmo período de 2020, e mais 1,7 milhões (12,3%) face ao período homólogo de 2019.

“No mês de maio, a atividade não presencial representava 55% das consultas médicas tipificadas como ‘não urgentes’ nos cuidados primários, quando em janeiro de 2021 representava 69% dessa atividade, o que significa uma melhoria da atividade presencial”, sublinha o MS.

Na petição, o movimento apela aos deputados para discutirem “o impacto da pandemia covid-19 na saúde dos portugueses”, em particular, dos que ficaram privados do seu acesso aos cuidados de saúde, e para recomendarem ao Governo para que faça “o diagnóstico urgente da situação atual, com levantamento de todos os atos de prestação de cuidados de saúde que foram cancelados ou adiados e de uma avaliação prospetiva das necessidades de resposta por parte do SNS”.

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