Os fundos, anunciados pelo coordenador da Ajuda de Emergência das Nações Unidas, Mark Lowcock, serão disponibilizados para fornecer alimentos essenciais e água, assim como assistência sanitária, médica e nutritiva a mais de 800.000 pessoas afetadas “pelo agravamento da crise económica e insegurança alimentar” em sete estados do Sudão durante os próximos seis meses.

“A crise económica teve efeitos em cadeia na conjuntura da situação humanitária que vão além da insegurança alimentar. Alimentos mais caros significam que as famílias estão a comer alimentos menos nutritivos, e mais crianças e mulheres grávidas estão a ficar doentes”, disse Mark Lowcock.

“As famílias têm dificuldade até em comprar medicamentos”, constatou o responsável da ONU, acrescentando que, com a perda de trabalhos, os sudaneses estão também “obrigados a tirar as suas crianças das escolas”.

As Nações Unidas estimam que a insegurança alimentar tenha aumentado no Sudão, calculando que 5,8 milhões de pessoas tenham estado nesta situação entre janeiro e março.

Os fundos vão permitir também apoiar os serviços médicos, nomeadamente ao nível de maternidades e de cuidados reprodutivos para 320.000 pessoas, através da distribuição de material por 65 centros de saúde e da formação de profissionais.

Além da crise económica, o Sudão é também palco de vários conflitos que, embora tenham diminuído, ainda mantêm 1,9 milhões de sudaneses deslocados.

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