O Conselho Nacional do PSD aprovou por unanimidade o acordo de coligação pré-eleitoral com o CDS-PP para as legislativas antecipadas de 18 de maio na Madeira e no Continente, ficando de fora os monárquicos que tinham integrado a AD (Aliança Democrática) nas legislativas e europeias de 2024. Desta vez, o PPM apenas integrará a coligação nos Açores.

“O PPM não integra a coligação do ponto de vista do continente porque não foi possível chegar a acordo com o PPM relativamente à questão dos lugares (…) Não julgo que devamos pôr em causa um projeto político por questões de lugares nas listas e, portanto, a questão ficou resolvida”, afirmou.

Questionado se a coligação vai poder ou não continuar a chamar-se AD, o secretário-geral do PSD defendeu que “não há nada que impeça a utilização da nomenclatura AD do ponto de vista desta candidatura”.

“Nos próximos dias os senhores serão informados qual será o nome da coligação que vai ser registada, mas quero apenas isso que do ponto de vista jurídico, formal, constitucional não há nenhum problema. (…) Como o país sabe, esta é a candidatura da AD, nós somos a AD”, afirmou.

Hugo Soares aproveitou para voltar a diferenciar a coligação AD do partido ADN, dizendo que essa confusão fez perder “milhares e votos e alguns mandatos no país” nas últimas legislativas.

Questionado se tal será uma razão para mudar de nome, insistiu: “Veremos nos próximos dias, os senhores podem dizer ao país que hoje, formalmente, a coligação entre PSD e CDS foi aprovada e que a AD está aqui para continuar a transformar Portugal”.

O Conselho Nacional do PSD aprovou ainda por unanimidade a designação de Luís Montenegro como candidato a primeiro-ministro e, com três abstenções, a lista de candidatos a deputados.