No final do Conselho Europeu realizado em Bruxelas entre quinta-feira e hoje, António Costa comentou que, “depois de um primeiro dia com boas notícias, com o acordo sobre o Brexit”, teve lugar “uma segunda fase do Conselho sem boas notícias e sem conclusões sobre qualquer das matérias em debate”, uma das quais a discussão sobre o futuro quadro financeiro plurianual da União pós-2020, que, comentou, teve apenas o mérito de deixar evidentes as diferenças entre os 27.

“No quadro da discussão sobre o quadro financeiro plurianual da UE, houve uma troca de pontos de vista que teve a vantagem de ser muito franca, muito aberta e muito clara entre todos, e onde ficou bastante evidente as profundas divergências que ainda existem em matéria do futuro quadro financeiro plurianual”, disse.

Admitindo que há o risco de o calendário previsto para a adoção do futuro orçamento da UE atrasar-se e repetir-se a “descontinuidade” verificada há sete anos, ameaçando a execução atempada dos programas e fundos comunitários, o primeiro-ministro sublinhou todavia que também seria negativo “fazer rapidamente um mau acordo”.

“Há esse risco, mas é sempre preciso ponderar entre a vantagem de fazer rapidamente um mau acordo ou investir mais algum tempo para obter um acordo melhor. Eu acho que, neste momento, manifestamente não há condições para fazer qualquer tipo de acordo no curto prazo”, disse.

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