Em declarações à comunicação social durante a viagem inaugural do navio, realizada hoje entre o Seixal e o Cais do Sodré, Alexandra Ferreira de Carvalho explicou que estas viagens experimentais vão ajudar a aferir o tempo de duração do trajeto.

Para a realização da cerimónia, que decorreu com a presença do primeiro-ministro, António Costa, e do ministro do Ambiente, Duarte Cordeiro, a Transtejo suprimiu as ligações entre o Cais do Sodré e o Seixal das 9:40 e das 10:05 e a das 10:05 no sentido inverso.

Na informação aos passageiros disponível no site da empresa era explicado que não era possível garantir a realização de todas as carreiras previstas no período de ponta da manhã por motivo de constrangimentos técnicos.

Alexandra de Carvalho explicou que o constrangimento prende-se com o facto de no Seixal, no distrito de Setúbal, só existir um pontão, que estaria ocupado pelo novo navio durante a realização da cerimónia antes da viagem inaugural.

O “Cegonha Branca” é o primeiro de um conjunto de 10 navios que deverão estar a operar na travessia entre as duas margens até 2025.

Em fevereiro está prevista a chegada de mais dois que, segundo Alexandra de Carvalho, juntar-se-ão ao “Cegonha Branca” para começar a operar na travessia Seixal — Lisboa em finais de março.

Os navios são batizados com o nome de uma ave autóctone do estuário do Tejo.

A renovação da frota levou, em abril, à demissão da então presidente do Conselho de Administração da Transtejo, Marina Ferreira, que saiu após um relatório do Tribunal de Contas (TdC) acusar a empresa de “faltar à verdade” e de práticas ilegais e irracionais.

Em causa estava a compra de nove baterias, pelo valor de 15,5 milhões de euros (ME), num contrato adicional a um outro contrato já fiscalizado previamente pelo TdC para a aquisição, por 52,4 ME, de dez (um deles já com bateria, para testes) novos navios com propulsão elétrica a baterias, para assegurar o serviço público de transporte de passageiros entre as duas margens do Tejo.

No inicio de novembro, o Governo reprogramou a despesa relativa à renovação da frota da Transtejo, que contempla a aquisição de 10 navios elétricos, aumentando em 10 milhões de euros o investimento, que se situa agora em mais de 80,6 ME.

Para Alexandra de Carvalho, com a entrada em operação da nova frota vai ser possível reduzir a pegada carbónica, elevar os atuais padrões de conforto e a segurança dos navios e reduzir custos de manutenção.

A Transtejo é responsável pela ligação fluvial do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão, no distrito de Setúbal, a Lisboa.

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