No amplo pátio da Escola de Prevenção e Segurança de Loures, cinco salas temáticas oferecem aos visitantes a possibilidade de aprender e experienciar os perigos das catástrofes naturais e dos acidentes domésticos.

A infraestrutura, a única do país do género a funcionar com visitas regulares, já recebeu desde a sua inauguração, a 11 de dezembro de 2007, mais de 25 mil crianças, oriundas de várias partes do país.

Na segunda-feira, assinalou 10 anos de existência, tendo convidado um grupo de crianças de uma escola básica do concelho para visitar o equipamento e conhecer as cinco salas temáticas.

Tendo em conta a tenra idade das crianças, em vez de se limitarem às habituais explicações teóricas, os responsáveis procuram dar o maior realismo possível àquilo que ensinam, recorrendo a um simulador de sismos, a uma maqueta interativa sobre as cheias e a aparelhos sonoros.

“Eles adoram porque aprendem de forma lúdica e dinâmica e aí está o sucesso desta escola. É totalmente diferente aprender estas coisas numa sala de aula”, explicou à agência Lusa Filipa Barbosa, uma das guias e responsáveis da Escola de Prevenção.

Na sala dos sismos, vários painéis aludem ao terramoto ocorrido em Lisboa no ano de 1755, mas a grande atração é o simulador de vibrações sísmicas.

“Todos os alunos gostam de subir para o experimentar e pedem sempre para repetir”, contou.

Em cada sala o entusiasmo das crianças repete-se e a curiosidade de tocar nos instrumentos também é muita.

Na sala das cheias, uma maqueta interativa mostra uma pequena vila através da qual se pretende sensibilizar para o perigo da subida dos níveis da água, nomeadamente nas zonas baixas das povoações.

Já sala dos incêndios, Pedro Vieira, outro dos responsáveis pela escola e bombeiro voluntário, explica às crianças os perigos dos fogos florestais e urbanos.

“Se estiverem em casa e desconfiarem que há um incêndio nunca abram a porta sem ver se a porta está quente”, alertou.

A sala dos acidentes domésticos é o último espaço temático a ser visitado antes da participação num jogo final.

Nesta sala, os pequenos visitantes são alertados para os acidentes domésticos mais comuns, como as quedas, as queimaduras, os cortes com as facas ou os choques elétricos.

“Gostei muito de como o Pedro e a Filipa explicaram as regras de segurança. Aprendi que quando apanhamos com uma vela na roupa nos devemos baixar e rebolar”, relatou à Lusa, de forma tímida, Maria, de sete anos.

Já Íris, também de sete anos, destacou os ensinamentos da sala de sismos, onde aprendeu que em caso de um terramoto se deve refugiar debaixo de uma ombreira da porta.

“Este é um equipamento que tem feito um trabalho muito intenso na formação das crianças para as questões de segurança e proteção civil. Só este ano já recebemos 3.500 crianças de todo o país e estamos disponíveis para receber mais”, sublinhou à Lusa o presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares (CDU).

O autarca ressalvou que, apesar de ser um equipamento especialmente vocacionado para crianças, também já recebeu a visita de idosos.

“Todos os que quiserem cá vir são bem-vindos, desde que as visitas sejam programadas. Queremos que venham usufruir de um equipamento com um pendor altamente pedagógico e divertido”, referiu.

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