Em declarações à Lusa, fonte da secretaria de Estado das Comunidades explicou que até ao momento todas as informações disponíveis indicam que não há portugueses entre as vítimas.

A mesma fonte admitiu, no entanto, que possa haver luso-franceses que, por terem nacionalidade francesa, sejam contabilizadas como francesas.

Na quinta-feira, o secretário de Estado da Comunidades, José Luís Carneiro, disse à agência Lusa que há cerca de 10 mil portugueses em Nice.

O responsável assegurou que o Governo português está a acompanhar a situação em Nice e está em contacto com as autoridades francesas.

“Queremos transmitir a todos aqueles que tenham familiares em Nice que a Secretaria de Estado da Comunidades e o Ministério dos Negócios Estrangeiros estão a acompanhar, em contacto com as autoridades consulares em Marselha e em Nice, e em diálogo com as autoridades francesas e assim que houver informação será disponibilizada”, afirmou o secretário de Estado.

Segundo o secretário de Estado, a informação será disponibilizada pelo consulado-geral de Marselha, pelo consulado de Nice e na página na Internet da Secretaria de Estado das Comunidades.

“Estamos em contacto direto com o nosso consulado-geral em Marselha, que por sua vez está em contacto com o nosso consulado honorário (em Nice), que está em contacto com a prefeitura da região de Marselha e nos está a dar informação sobre o que está a acontecer e todos os dados objetivos que é possível, neste momento, ter”, afirmou José Luís Carneiro.

O atentado em Nice, sul de França, na quinta-feira à noite, fez pelo menos 84 mortos e mais de 100 feridos, 18 dos quais continuam em estado considerado crítico, segundo o balanço mais recente do Governo francês.

Um homem lançou um camião sobre uma multidão na avenida marginal da cidade de Nice, a Promenade des Anglais, que na quinta-feira assistia a um fogo-de-artifício para celebrar o dia nacional de França.

As autoridades francesas consideram estar perante um atentado terrorista e o Presidente da França, François Hollande, anunciou o prolongamento por mais três meses do estado de emergência que vigora no país desde o ano passado.

A autoria do ataque ainda não foi reivindicada.

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