A ação foi apresentada no tribunal estadual de Nova Iorque por Kaja Sokola. À data dos factos relatados, esta acabara de chegar a Nova Iorque, vinda da Polónia, e sonhava com ser atriz, ou modelo, disse o seu advogado, Douglas Wigdor, em comunicado.

Em 2018, Sokola associou-se a uma ação coletiva contra o magnata de Hollywood, sem revelar a sua identidade.

Quando, em 11 de dezembro, os advogados de Weinstein anunciaram que chegaram a um acordo de princípio com as supostas vítimas para resolver a ação coletiva, Kaja Sokola rejeitou os termos e decidiu apresentar uma nova ação judicial em seu nome.

Embora a agressão tenha acontecido há 17 anos, uma lei que entrou em vigor em agosto em Nova Iorque estendeu consideravelmente os prazos de prescrição para crimes de agressão sexual contra menores.

Segundo a ação de 23 páginas, a jovem Kaja Sokola foi apresentada em setembro de 2002 a Weinstein, que a convidou para almoçar alguns dias depois. Ele teria dado a entender que queria ajudá-la na carreira.

Em vez de levá-la para um restaurante, levou-a para sua casa, onde a queixosa garante que Weinstein a "aterrorizou e abusou sexualmente".

Hoje, Sokola, de 33 anos, trabalha como psicóloga e terapeuta na Polónia. O valor da indemnização exigida não foi divulgado.

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