Maëlys desapareceu a 27 de agosto do ano passado em Pont-de-Beauvoisin, a cerca de 20 quilómetros de La Tour-du-Pin, durante um casamento.

“As nossas vidas ficaram despedaçadas há nove meses (…) eu partilhei nove anos de felicidade contigo”, afirmou a mãe de Maëlys, Jennifer Cleyet-Marrel, no início da celebração na igreja de La Tour-du-Pin, marcada por um clima de comoção e em que predominavam flores brancas.

No centro daquela localidade francesa, os comerciantes colocaram balões brancos à entrada dos respetivos estabelecimentos, como um símbolo de “inocência”, segundo descreveu a agência noticiosa francesa France Presse (AFP).

O misterioso desaparecimento da menina de 9 anos, filha de pai português, no verão do ano passado comoveu a sociedade francesa, que envolveu-se em várias operações de busca.

Os restos mortais de Maëlys de Araújo seriam só encontrados em fevereiro passado.

Na mesma altura, Nordahl Lelandais, um antigo militar de 35 anos que tinha sido detido logo após o desaparecimento, confessou que tinha matado “involuntariamente” a criança, com um violento golpe na cara.

Apesar de quase todos os restos mortais da criança terem sido encontrados em fevereiro, as causas exatas da morte ainda estão por determinar.

A cerimónia na igreja de La Tour-du-Pin, com um limite de 400 lugares reservados para a família e para os amigos mais próximos, foi transmitida num ecrã gigante colocado num pátio exterior nas imediações do edifício, onde cerca de 200 pessoas, incluindo jornalistas, permaneceram durante as exéquias.

Os pais do cabo Arthur Noyer, um jovem militar que Nordahl Lelandais também confessou ter matado, também estiveram presentes na cerimónia.

Após a cerimónia na igreja, o funeral foi apenas reservado à família.

Ao início da manhã, vários habitantes de La Tour-du-Pin, sozinhos ou em família, colocaram coroas com flores brancas nos degraus da igreja e assinaram o livro de condolências colocado no exterior do edifício.

Sébastien, de 45 anos, queria “homenagear Maëlys” porque “ficou muito tocado com a tragédia” que "pode acontecer a todos”.

Também Catherine, de 56 anos, cuja filha foi “assassinada”, quis dar o seu apoio à família.

“Quero estar por ela. Estas coisas não deviam acontecer”, disse Catherine.

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